"O 'bicho – hôme' é uma fera,
Perigosa, indomável.
O “bicho – hôme”, quem dera
Que fosse mais sociável.
Com prazer ele faz guerra
E nela tornou-se hábil.
Espalha terror na Terra
Tornando-se o próprio alvo.
(...)"

(BICHO–HÔME.In "Gapuiando Sonhos na Ilha de Caratateua".Ed.UFPA,2008)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CÍRIO DE NAZARÉ

É tempo de muito amor,

É tempo de romaria,

É tempo de esquecer a dor,

É tempo de amar Maria.

Quando outubro vem chegando,

E o Ciro de Nazaré

Belém vai se transformando

Em clima de muita fé.

Uma festa desse porte

Louvando a Nossa Senhora

Só acontece que no norte

E é notícia no mundo a fora.

Foi em mil e setecentos

Parecia até miragem

Encontrada ali no tempo

Aquela bela imagem.

Daquela que era Santa,

A Virgem de Nazaré

E que hoje ao povo encanta

No Círio de tanta fé.

Plácido que não esperava,

Ficou muito preocupado

E para todos falava

Daquele seu grande achado

A cidade é enfeitada

As ruas do mudam o roteiro

para a festa esperada,

Por todos o ano inteiro.

E vão chegando os turistas,

É gente para todo lado,

Vindos todos em visita

Para este solo amado

São muitos que vem de longe

Vinhedos até do exterior

Para exaltar o seu nome

E cantar hinos de amor.

Com a missa do mandato,

Celebrada há trinta dias,

Pelo metropolitano

É o arcebispo que inicia

Logo após o mandato

Vem as peregrinações

Onde as família de fato

Se reúnem em orações

Se quiser participar

Sempre como um bom cristão

Só basta ao Padre avisar

Para receber a atenção.

A berlinda é enfeitada

Tal e qual uma carruagem

Com lindas flores variadas,

Combinando com a imagem.

A guarda está formada

É a proteção da berlinda

Ela foi bem preparada

Para cuidar da Bem-vinda

O lindo manto bordado,

Com muita dedicação

Todos querem tocá-lo

Como parte da missão.

A família paraense

Reunida em harmonia,

É tradição Belenense

De festejar esse dia.

De Ananindeua a Icoaraci

Segue pela rodovia

É das mais lindas que eu vi

Esta linda Romaria

Saído de Icoaraci

Para aportar na capital

Logo após a grande missa

Na romaria fluvial

É para o Colégio Gentil

Que segue o motociclista

Em grande número febril

Chega-se a perder de vista.

E os romeiros em oração

Em noite fenomenal

Fazem a transladação

Do Gentil a Catedral.

O devoto pertinente

Logo cedo ele acorda

E vai procurar urgente

Um lugar bem junto à Corda.

Para ver o Círio Passar

As pessoas se aglomeram

Pra Virgem Santa avistar

Todo o tempo eles esperam.

Quando saía da Catedral

Da Sé, a imagem é nítida

Com multidão colossal

Em direção à Basílica

Numa grande multidão

Vão chegando os promesseiros

Trazendo réplicas nas mãos

São vindos do mundo inteiro.

[...]

(Fragmento do cordel Círio de N.Sra de Nazaré,2004)


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